E se você estivesse em um elevador e o cabo rompesse?

Você já viu um filme de ação em que o herói entra em um elevador, mas o vilão havia cortado os cabos?
O elevador despenca dezenas de andares e se desfaz em uma bola de fogo graças ao impacto. Existe até um
brinquedo na Disneylândia chamado “Torre do Terror,” onde você pode pegar uma carona em um elevador
desenfreado que cai por 13 andares! Felizmente, os elevadores no mundo real têm tantos recursos de
segurança que esse tipo de coisa nunca acontece. Aqui está a estrutura:

Cabos Rompidos

Em um sistema de elevador a cabo, cabos de aço presos ao carro giram por uma roldana. Uma roldana é uma
polia com uma superfície redonda e com encaixes, que fica no topo do poço do elevador. Os encaixes da roldana seguram os cabos
de aço. Então quando um motor elétrico faz a roldana girar, os cabos também se movem. Os cabos que levantam o carro também
estão conectados a um contrapeso, que fica no outro lado da roldana.
O carro e o contrapeso se movem juntos pelos trilhos de aço.
Cada cabo de elevador é feito de vários comprimentos de alumínio entrelaçados um ao outro. Esses cabos rompem
muito raramente, e os inspetores sempre verificam se há desgastes neles.
Mas até mesmo um cabo de aço pode romper.

E o que acontece depois?

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Quase todos os elevadores de polia tem vários cabos – entre quatro e oito no total. Mesmo se um cabo rompesse, os cabos restantes sustentariam o carro do elevador. Na verdade, apenas um cabo já seria o suficiente.
Dispositivos de segurança e regulador Mas digamos que todos os cabos tenham rompido. Então, os dispositivos de segurança do elevador entrariam em ação. Os dispositivos são sistemas de freios no carro do elevador que se agarram aos trilhos que vão para cima e para baixo do poço do elevador. Alguns dispositivos se prendem aos trilhos, enquanto outros se dividem entre as fendas nos trilhos. Geralmente, os dispositivos de segurança são ativados por um regulador de velocidade mecânico.
Um regulador é uma polia que gira quando o elevador se movimenta. Quando o regulador gira muito rápido, a força centrífuga ativa o sistema de freios.

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No fundo se os dispositivos de segurança falhassem, você cairia bem rápido, mas não seria exatamente uma queda livre. O atrito dos trilhos no poço do elevador e a pressão do ar debaixo do carro o faria ir bem mais devagar (no entanto, você se sentiria mais leve do que o normal). Com o impacto, o carro iria parar enquanto você continuaria se movendo, o que o jogaria para o chão.
Mas duas coisas amorteceriam o impacto. Primeiro, o carro do elevador iria comprimir o ar no fundo do poço à medida que cai, assim como um pistão comprime o ar em uma bomba de bicicleta. A pressão do ar faria o carro do elevador desacelerar. Segundo, a maioria dos elevadores a cabo tem um amortecedor embutido no fundo do poço – geralmente um pistão em um cilindro cheio de óleo. Isso também amorteceria o impacto.
Com todos esses recursos, você teria uma grande chance de sobreviver a um acidente de elevador.

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Não se preocupe em pular

Algumas vezes você ouve que deve pular imediatamente antes do elevador colidir, então você estaria “flutuando” no segundo do impacto. Isso funcionaria? Não. Mesmo se você conseguisse calcular perfeitamente esse pulo, isso não ajudaria. Digamos que você e o elevador estejam caindo a 44,7 m/s. Quando você pula no elevador, ainda está a cerca de 44,7 m/s. Então, você atingiria o solo a 44,7 m/s, assim como o elevador. E isso vai doer!
A melhor escolha seria se deitar no chão. Isso o estabilizaria e distribuiria a força do impacto, assim nenhuma parte específica do seu corpo receberia o maior impacto da colisão. Mas ainda assim vai doer!

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